UFC: Brasileiro que pode destronar americano já foi indocumentado e deportado dos EUA

Três anos depois de deportado, Glover conseguiu o Green Card
Três anos depois de deportado, Glover conseguiu o Green Card

Glover Teixeira passou 48 dias em uma travessia que passou pela Colômbia, Guatemala, México e fronteira com o Arizona

Neste sábado (26), o mineiro de Sobrália, Glover Teixeira, 32 anos, fará uma das lutas mais aguardadas deste ano pelo Ultimate Fighting Championship (UFC). Ele é o desafiante de Jon Jones pelo cinturão dos meio-pesados. O norte-americano ganhou o apelido de “destruidor de brasileiros”, depois que derrotou Victor Belfort, Lyoto Machida e Maurício Shogun.

O que poucas pessoas sabem é que Glover Teixeira entrou nos Estados Unidos, pela primeira vez, através da fronteira mexicana em 1999. A travessia durou cerca de 50 dias, pois a rota pela qual foi levado pelo coiote passou por alguns países da América Central. Ele lembra que perdeu 9 quilos durante esta viagem que começou em Minas Gerais, seguiu para a Colômbia, depois foi para a Guatemala e de lá para o México, onde atravessou a fronteira em Tijuana.

Depois que chegou aos EUA, trabalhou como jardineiro em uma companhia de landscape na cidade de Danbury (Connecticut). Depois ele conheceu o boxe, o jiu-jitsu e se tornou um lutador profissional. Mas devido à sua situação ilegal, as portas do maior evento de MMA do mundo se fecharam para ele.

Glover conta que ele estava em um grupo com dezenas de pessoas e ficou em Tijuana por oito dias esperando a neblina baixar para iniciar a travessia na madrugada. Foi então que um dos coiotes disse que ele teria que atravessar com cocaína. “Eu me recusei e disse que não faria de maneira alguma”, lembra.

Em 2008, ele foi descoberto pela Imigração, treinando em uma academia e foi preso e deportado. Passaram-se três anos e em dezembro de 2008 ele o Green Card e retornar aos Estados Unidos, desta vez pela porta da frente.

Glover pagou a quantia de US$8,500 acrescidos de um juro de 4% ao mês. No início, ele ganhava apenas US$7.00 por hora e lembra que durante o inverno era muito mais difícil, pois o trabalho era escasso.

Sua união com o esporte começou em 2001, quando começou treinar Jiu-Jitsu e fez algumas lutas profissionais até que foi deportado, em 2008. Mas em 2011 ele conseguiu o Green Card e fez a sua primeira luta como profissional pelo UFC. Ele teve ajuda de campeões e o apoio da diretoria do campeonato para conseguir o documento.

Um mineiro apaixonado pelo campo e a vida sertaneja, ele vive atualmente em Connecticut.

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