ENQUETE: Brasileiros falam sobre racismo em Massachusetts

O assunto sobre racismo ganhou o mundo depois que o jogador brasileiro Daniel Alves comeu uma banana atirada contra ele em um jogo de seu time, o Barcelona. A intenção de quem jogou a fruta era afirmar que o atleta era um macaco. Mas a atitude de Dani foi elogiada, pois ao comer a banana, ele mostrou que não se importa para o racismo.

Eu conversou com alguns brasileiros, que moram em Massachusetts, para saber a opinião deles sobre a existência de racismo na comunidade brasileira neste estado.

alvernazA enfermeira Irenilda Alvernaz, que reside nos Estados Unidos há 10 anos, afirma que em todos os segmentos existem racismo. Ela, que mora na cidade de Framingham (Massachusetts) e é natural de São João do Oriente (Minas gerais), explica que mesmo diante de tantas lutas contra o preconceito, existem muitas pessoas dentro da comunidade que não vivem o que pregam. “É só prestar atenção ao nosso dia-a-dia que veremos muitos casos de racismo”, disse.

A radialista Fabiana Miranda, que mora na cidade de Dudley (Massachusetts), pensa da mesma maneira que Irenilda. Ela, que mora há 18 anos nos Estados Unidos, acrescentou que o racismo e preconceito não é apenas um problema de cor. Ela qualifica outros pontos que acredita fomentar o racismo e preconceito na sociedade

fabiana mirandaEntre eles, Fabiana cita os três que mais lhe incomodam. O primeiro é a competição entre as igrejas, “onde um quer ser melhor e mais santo que o outro”. O segundo exemplo e preconceito engloba os imigrantes que vivem há mais tempo nos Estados Unidos e querem fazer disso um suporte para humilhar e explorar os imigrantes recém-chegados

O terceiro exemplo citado pela radialista é a competição “de mentiras” de brasileiros. Ela explica que existem na comunidade um jogo onde um tenta ser melhor que o outro. “Quantas vezes ouvi conversas tipo: no brasil eu era isso, tenho aquilo, fiz aquilo outro”, acrescenta.

aggnesA mineira de Ipatinga, Aggnes Karine, já pensa diferente e disse que nunca presenciou e nem soube de casos de racismo na comunidade brasileira em Massachusetts. Ela defende que os brasileiros sabem como é sofrer preconceito por ser imigrante. “Então eles não querem passar adiante aquilo que os machucou um dia”.

Mesmo assim, ela não descarta a possibilidade de existir racismo e preconceito, “pois isso faz parte da comunidade mundial”. Para a mineira, é preciso que as pessoas se conscientizem de que todos são iguais e merecem o mesmo tratamento. “Não importa a cor religião, poder aquisitivo ou a situação imigratória. Somos todos filhos de um mesmo Deus”, finaliza.

jao arrudaO empresário e presidente da CDLE, João Arruda de Melo, afirma que sempre haverá racismo e preconceito na sociedade. Ele cita como exemplo o fato de algumas pessoas se acharem melhor que outras. “Mas isso se deve à educação que recebemos de nossos pais, o fato de sermos criados em determinadas regiões e por isso não gostamos das demais”, disse.

Para Arruda, a falta de informação também é um ponto importante para o crescimento do racismo e preconceito. “Se uma pessoa não recebe instrução adequada e fica alienada do mundo, vivendo apenas o que acontece à sua volta, ela com certeza vai crescer com uma mente limitada e bloqueada a aceitar outras culturas”, conclui.

sidney piresPara o ativista Sidney Pires, o racismo existe na comunidade brasileira em Massachusetts. Ele citou uma história recente que presenciou e prova a sua afirmação. “Eu fui à uma festa, acompanhado de amiga de cor escura. Ela estava filmando as pessoas no restaurante e resolveu filmar ela também. Um senhor de pele clara e mais um grupo disse: macacos fora da jaula, além de engraçados são inteligentes”, disse ressaltando que o grupo riu muito da piada infame.

Sidney cita que entre os brasileiros o racismo é social também. “O pobre é discriminado, os menos favorecidos são humilhados, etc”, disse. Para ele, este problema é cultural, pois as pessoas jogam uma calúnia contra você, uma grande maioria acredita e não dá chances para a vítima se explicar. Depois disso, as pessoas se afastam e criam o seu próprio círculo.

Ele explica que cresceu vivenciado e sofrendo casos de racismo e preconceito e já não se incomoda mais. “A sociedade super valoriza as aparências e deixam de lado a inteligência das pessoas.

 

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Um comentário

  1. RACISMO SEM COR

    By Andre Nasc

    Quando uma pessoa descobre que o que ela é o é do pescoço ácima, com a sua inteligência própria ela descobrirá que, daquele ponto referido do pescoco abaixo, existe apenas a matéria física que nivela os homens aos animais comuns… (Andre Nasc)

    “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e ao próximo como a ti mesmo”.
    Racismo é em parte basicamente preconceito de comportamentos e não propriamente rejeição generalizadas de diferênças da cor da péle das pessoas. Qualquer pessoa de péle branca, amarela, negra ou vermelha, dependerá de suas qualificações para ser aceita e ocupar qualquer função estipulada nas empresas e nos meios sociais,( menos na igreja? ). Agora, matéria de discussão não é a problemática da cor da péle das pessoas e sim a educação, a qualificação para exercer funções. Uma boa educação pode ser eficientemente capaz de aniquilar a baixa estima de qualquer raça. QUALQUER PESSOA QUANDO DESCOBRE QUE O QUE ÊLA É O É DO PESCOSSO ÁCIMA, SUA PRÓPRIA INTELIGÊNCIA O FARÁ CONSCIENTE DE QUE DAQUELE PONTO DE REFERÊNCIA, O PESCOSSO ABAIXO, É APENAS A MATERIA FÍSICA QUE NIVELA OS HOMENS COM A NATUREZA ANIMAL. Mas é bom lembrar de que precisamos exercer as instruções recebidas no lar afim de driblar com as diferênças: Uma educação dita propriamente é uma nobre tarefa dos pais; quanto a cultura, esta recebe-se nas boas escolas, com bons professores. Um bom pai ensina a seus filhos se comportarem com as diferênças. Uma geração mal ensinada pode destruir o universo das coisas ao seu redor, isso sem distinção de raça, cor ou religião. As reações negativas inconscientes, os gritos de socorro não ouvidos de um baby no ventre materno, o isolamento de uma criança em fase de crescimento, tudo isso afetará com certeza o uiverso de sua ação mais tarde. O primeiro e o último passo para lidar com as diferêncas, é: COMO POSSO SER ÚTIL MORALMENTE À NECESSIDADE DE ALGUMA PESSOA DIFERENTE DE MIM? Pense nisso, uma boa tarde!

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