Mulheres transgêneras temem abuso em centro de detenção para imigrantes

00transgender-1-master768Nina Chaubal e sua esposa, Greta Martela, pensaram em atravessar as Montanhas Rochosas em seu caminho para Chicago saindo de San Diego no final do mês passado, mas não quiseram arriscar ser pegas em uma tempestade de neve. Então elas dirigiram para o sul pelo Arizona, onde Chaubal, um cidadã indiana com um visto de trabalho vencido, caiu nas mãos da Patrulha de Fronteira.
Chaubal, de 25 anos, não estava preocupada com a deportação quando chegou ao Centro de Detenção de Eloy, uma prisão privada para imigrantes a 80 quilômetros ao sudeste de Phoenix (Texas) e a várias horas do posto de controle da Patrulha da Fronteira, onde ela havia sido parada.
Mas como uma mulher transexual, ela disse que estava com medo do que poderia acontecer com ela enquanto estiver sob custódia.
Ela e Martela, que também é transgênera, ouviram histórias o suficientes para ter motivo de preocupação – sobre as mulheres transexuais mantidas em isolamento ou alojadas em unidades de homens, onde a agressão sexual não é incomum e o assédio é rotineiro, de acordo com vários relatos publicados por Human Rights Watch no ano passado.
Quando entrou na prisão no dia 30 de dezembro, Chaubal disse que se perguntou: “É isso que me espera?”
Até então, Martela, de 47 anos, mobilizou um pequeno exército de apoiadores através do Facebook, aproveitando a rede que ela e Chaubal construíram nos três anos desde que iniciaram a Trans Lifeline, uma linha de emergência para pessoas transsexuais.
Os apoiadores arrecadaram mais de US$ 10 mil para ajudar a pagar a fiança de US$ 4,500 de Chaubal e os custos de advogado.
Chaubal, ex-engenheira de software da Google, retomou sua viagem a Chicago assim que foi libertada, quatro dias depois de sua detenção. Ela saiu “sentindo-se privilegiada para sair tão rapidamente”.
Outros não foram tão afortunados. Karyna Jaramillo, uma mulher transgênera do México que vive indocumentada em Phoenix, passou quase duas semanas entre os homens detidos em Eloy, em 2015. Temendo pela sua segurança, ela disse que considerava o suicídio.
“Os homens assobiaram, gritaram obscenidades para mim”, disse Jaramillo, 46 anos. “Eles tocavam seus genitais e diziam: ‘Aqui, vem carne fresca'”.
Ninguém abusou dela, ms ela disse através das lágrimas que “o trauma emocional, nunca vai esquecer”.

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