Procuradora-Geral dos EUA é demitida por ser contra ordem executiva de imigração de Trump

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Sally Yates diz que a Ordem Executiva do presidente Donald Trump é ilegal

A Procuradora-Geral interina dos Estados Unidos, Sally Yates, foi demitida na noite desta segunda-feira (30/01) depois de contrariar uma ordem do Presidente Donald Trump. Ela se negou a defender a Ordem Executiva que proíbe a entrada de refugiados e pessoas oriundas de sete países muçulmanos.

Em um comunicado emitido pela Casa Branca, o presidente qualifica Sally como traidora, dizendo que ela “traiu o Departamento de Justiça ao se recusar a garantir a aplicação da ordem legal designada para proteger cidadãos dos Estados Unidos”.

A nota informa ainda, que o presidente Trump substituiu Sally por Dana Boente, até então Procurador do Distrito Leste da Virgínia. Ele assumiu como interino até que o senador Jeff Sessions seja confirmado [no cargo] pelo Senado.

Sally foi nomeada Vice-Procuradora-Geral dos EUA por Barack Obama há pouco mais de dois anos e ocupava o cargo de Procuradora-Geral interinamente, enquanto a nomeação do senador Jeff Sessions por Trump não é aprovada pelo Senado (as nomeações dos presidentes precisam ser aprovadas por maioria simples – 51 dos 100 senadores – no país).

O procurador-geral dos EUA é o primeiro posto na hierarquia do Departamento de Justiça e tem o status de secretário – que equivale ao de Ministro no Brasil.

Em um memorando, Sally afirmou que duvida da legalidade e da moralidade da ordem executiva de Trump. Ela escreveu, ainda, que “sua responsabilidade é assegurar que a posição do Departamento de Justiça seja legalmente defensável.

Sally acrescentou que não aceitou defender um decreto onde não há argumentos para defende-lo e que nem de que a ordem executiva é legal. “Como sou a Procuradora-Geral interina, o Departamento de Justiça não apresentará argumentos em defesa da ordem executiva, ao menos até que se convença de que é apropriado fazê-lo”, disse.

Assinado na sexta-feira (27), o decreto de Trump suspendeu a entrada de refugiados por um mínimo de 120 dias e de cidadãos de sete países (Iêmen, Irã, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão) por 90 dias.

Com a negação de Yates, o governo ficou sem representação em julgamentos e demandas legais, atualmente pendentes na Justiça, contra o decreto e sua aplicação.

No domingo, procuradores-gerais de 16 estados, incluindo Califórnia e Nova York, classificaram a ordem executiva de Trump como “inconstitucional”. O Departamento da Defesa prometeu agir para conseguir que se permita o ingresso dos iraquianos que apoiaram os militares americanos no país.

Já o Pentágono trabalha em uma lista de nomes de iraquianos que cooperaram com o Exército americano, “com frequência pondo suas próprias vidas em perigo”, afirmou o porta-voz Jeff Davis, em entrevista coletiva.

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