Workshops ajudam professores a lidar com os temores dos alunos sobre imigração

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Melissa Calvillo, uma professora de matemática, falou do medo de seus alunos

Depois que o presidente Donald Trump foi eleito, em novembro, os professores da escola primária Darwin, em Chicago (Illinois), notaram que seus alunos tinham um novo tópico de conversa: a imigração. Eles diziam coisas como: “eu gostaria de me mudar para o México porque eles não vão me matar lá”.

Melissa Calvillo, uma professora de matemática, ouviu uma de suas alunas falando sobre como a família dela não pode visitar a Disney World porque eles estavam com medo porque seu pai indocumentado podia ser abordado no aeroporto pela imigração ou parado pela polícia enquanto dirigia.

Calvillo era uma dos doze professores que que participaram do seminário “Know Your Rights” na Darwin, na última semana promovida pela Logan Square Neighborhood Association.

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Bridget Murphy, ao centro, da Logan Square Neighborhood Association

Cerca de 85 porcento dos estudantes de Darwin são hispanos e os professores querem ajudar a lidar com o medo e ansiedade dos seus alunos. “Percebemos que havia uma enorme quantidade de ansiedade permeando as escolas”, disse Bridget Murphy, da Logan Square Neighborhood Association. “Como você se concentra na escola se está preocupado com isso?”

Até agora, seus esforços alcançaram mais de 240 professores e diretores das Escolas Públicas de Chicago (CPS, sigla em inglês) na área da Logan Square.

Os seminários se concentram em vários tópicos: o que significa ser indocumentado, como as escolas santuárias podemo apoiar os estudantes em todos os contextos, os direitos dos alunos e dos pais e lidar com estudantes que têm preocupações sobre imigração.

Além de Darwin, seminários aconteceram a escola primária Funston, escola pública James Monroe, escola primária Mozart, escola primária Avondale-Longandale e escola secundária Carl Schurz.

Os professores que frequentavam o seminário em Darwin estavam ansiosos para aprender e faziam muitas perguntas.

Murphy explicou a diferença entre o direito penal e civil e enfatizou que apenas porque alguém não tem um visto não significa que tenham cometido um crime.

Ela também abordou formas diferentes como imigrantes podem obter status legal, como o programa Deferred Action for Childhood Arrivals (DACA) é mais complicado do que parece. “As famílias não querem ser indocumentadas”, disse Murphy. “Se você não vem de uma comunidade de imigrantes, talvez não saberá o que isso quer dizer e que não há caminho fácil para o status legal”.

Em fevereiro, a CPS enviou um memorando aos diretores explicando o que fazer se os agentes de Imigração e Alfândega dos EUA aparecerem: não os deixe entrar sem um mandado e ligue para o Departamento Jurídico da CPS.

Murphy disse que o memorando foi um grande primeiro passo, mas que muitos recursos, como aconselhamento estudantil, ainda são necessários. Desde a eleição presidencial, a CPS distribuiu informações em cinco idiomas sobre “conheça seus direitos” às escolas, segundo informou o porta-voz da CPS, Michael Passman, em uma declaração por e-mail.

Ela também realizou workshops mensais “Know Your Rights” em cada escola, bem como três reuniões na prefeitura desde a eleição para discutir a questão do DREAM ACT – estudantes que foram trazidos aqui ilegalmente.

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