Brasileiro é acusado de estuprar estudante em New Orleans

rafael-schincariol-040317jpg-4af175a9f9c4ff18Um porta-voz que representa a Organização dos Estados Americanos (OEA) foi preso na semana passada sob acusação de que ele estuprou uma estudante de pós-graduação na Tulane University, em fevereito. O crime, de acordo com os registros policiais, teria acontecido horas depois dele ministrar uma palestra a convite da universidade.

Rafael Schincariol, de 34 anos, foi acusado de estupro em terceiro grau durante uma audiência em 30 de março, e conexão com uma agressão sexual que aconteceu nas primeiras horas da manhã de 11 de fevereiro, na Vermillion Boulevard, em Gentilly (New Orleans). Nem a OEA nem o advogado de defesa, Matthew Coman, falam sobre a prisão.

Michael Strecker, porta-voz da universidade, também se recusou a comentar a prisão, mas confirmou que Schincariol só é conhecido por ter visitado o campus duas vezes, falando a uma classe no dia 9 de fevereiro e ministrando sua palestra, no seguinte, em Joseph Merrick Jones Hall, intitulada ” Mobilização de jovens, artistas e cooperativas no Brasil”.

De acordo com um mandado de prisão, o brasileiro se juntou a aluna e duas outras garotas em um jantar e visitaram pelo menos quatro bares diferentes em torno de Frenchmen Street, após a palestra. A estudante disse à polícia que não conhecia Schincariol, mas concordou em recebê-lo, depois de seu discurso, como um favor para o seu conselheiro acadêmico.
A estudante disse aos investigadores que bebeu excessivamente, ingerindo até nove bebidas alcoólicas misturadas por uma dose de tequila, no bar Appel Barrel, em Faubourg Marigny. Ela disse que estava muito embriagada para dirigir, mas aceitou um passeio até a casa de Schincariol depois que ele deixou as outras duas pessoas em primeiro lugar.

A estudante de graduação disse que ela mandou um recado para seu namorado por volta das duas e meia da manhã para dizer que tinha recebido uma carona do palestrante e que ele a levaria para sua casa e que seu namorado devia agradecer a ele.

Mas a mulher disse à polícia que a próxima coisa que ela se lembra é que estava sendo estuprada no chão de sua sala de estar e sentindo “muita dor”, segundo o relatório. Sua próxima lembrança, de acordo com a investigação, era de que seu namorado gritou com ela ao chegar em casa depois de sair de seu trabalho às 6 horas e encontrar Schincariol mantendo relações sexuais com ela. “Ela afirmou que ela ainda não sabe o que aconteceu com Schincariol depois disso”, escreveu o detetive.

O namorado da estudante disse aos investigadores que chegou em casa e encontrou roupas masculinas e femininas no chão da sala, uma almofada de sofá virada e sua namorada aparecendo “muito atordoada” com o brasileiro fazendo sexo com ela em seu quarto principal.

“O namorado disse que escoltou o sujeito (Schincariol) para fora de sua residência”, relatou o detetive e “afirmou que o comportamento da vítima estava fora de controle e ela parecia muito intoxicada”.

A mulher forneceu aos investigadores uma foto de Schincariol, segundo o relatório. Um mandado de prisão foi obtido em 03 de março e o suspeito voltou a ser entrevistado na última quinta-feira (30/03), quando foi preso. Este crime é punível de até 25 anos segundo as leis de Louisiana.

Schincariol, que vive em Washington DC, trabalhou quatro anos para a Comissão de Direitos Humanos da OEA. Ele recebeu permissão do Juiz Jonathan Friedman para deixar Louisiana após postar uma fiança de US$ 25.000. Sua próxima aparição no tribunal está agendada para 27 de abril.

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