Acusada de assassinar a família, imigrante indocumentada disse que “sentiu o Diabo” dias antes

Em audiência que a acusou de assassinar os filho e o marido, mulher acena e sorri para as câmeras
Em audiência que a acusou de assassinar os filhos e o marido, imigrante sorri e acena para as câmeras

Diana Romero, uma menina de nove anos de idade, disse que viu sua mãe esfaquear seus irmãos e o pai e antes de matá-lo, a mulher disse que “estava indo para o céu para ver Jesus”. Esta declaração consta em um relatório de uma organização estatal que cuida de crianças na Geórgia. A menina relata que chorou e disse para sua mãe que ela não queria ver Jesus, de acordo com a Divisão Estadual de Serviços Familiares e Infantis (DFCS, sigla em inglês).

Os documentos do DFCS incluem o relatório de um assistente social que teve uma entrevista com Diana. Ele descreveu com horrível os detalhes da menina observando sua mãe matar seus irmãos e o pai, um por um, em sua casa na cidade de Loganville.

A criança disse que seu pai tentou parar a mãe, mas não conseguiu. Isabel Martinez, 33 anos, foi acusada de esfaquear e matar e matar o marido, Martin Romero, 33, e seus quatro filhos, Axel, 2 anos, Dillan, 4 anos, Dacota Romero, 7, e Isabela Martinez, 10, no início do dia 6 de julho.

Ainda de acordo com o relatório do DFCS, a mãe foi entrevistada, na prisão, e afirmou ser inocente e que os assassinatos foram realizados por um “amigo da família”, mas ela não forneceu nenhum nome. Martinez contou ao assistente social que tentou parar o amigo e ele a cortou no pulso.

A mulher também descreveu uma recente viagem familiar a Savannah, onde, de acordo com o relatório, ela sentiu “um espírito semelhante ao diabo” e sentiu as ondas tentando levá-la e seus filhos afastados.

A agência de bem-estar infantil teve uma interação anterior com a família, em setembro de 2015, quando recebeu uma acusação dizendo que o pai atingiu uma das filhas com um sapato e um carregador de telefone, porque ela não dormia. Não ficou claro no relatório qual filha estava foi atingida.

A agência investigou e ambos os pais admitiram disciplinar as crianças usando um cinto. “Na Geórgia, o castigo corporal é crime quando há marcas ou contusões”, disse Ashley Fielding Cooper, diretora de operações da DFCS. “Com base na informação que reunimos neste caso, determinamos que o castigo corporal foi usado dentro dos limites da lei e que o maltrato não ocorreu”.

Na noite do assassinato, em 6 de julho, Diana Romero, uma estudante do quarto ano da Escola Primária Magill, foi esfaqueada por sua mãe, segundo a polícia. Ela foi a única sobrevivente dos ataques. Os membros da família disseram que ela está melhorando gradativamente, mas tem um longo caminho para a recuperação física e mental.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA relatou que a acusada entrou no país ilegalmente e por isso a agência de imigração foi acionada.

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